maio 31, 2010

Realizou-se no dia 21 de Maio o Dia Aberto do Agrupamento. Foram inúmeras as actividades dinamizadas ao longo do dia e da noite. Centenas de pais e alunos estiveram presentes na iniciativa que se revelou um enorme sucesso. Aqui ficam algumas fotos ilustrativas do Peddy Paper da Lagarta, da exposição sobre Biodiversidade e de outras actividades desenvolvidas na Biblioteca. O serão foi longo, mas valeu a pena pois foi enorme a afluência...



Para dinamizar o Dia do Autor Português visitaram as Bibliotecas Sede e Atouguia o poeta José Franco e o ilustrador André Caetano, dando a conhecer o seu livro "Versos de Respirar". Foi uma sessão muito interessante e enriquecedora para os nossos alunos, cativando-os para a importância da leitura e a forma particular de pensar dos Poetas.

maio 14, 2010

Teatro - Os Herdeiros da Lua de Joana de Maria Teresa Gonzalez

No dia em que o grupo de teatro da nossa escola apresenta a peça O Outro Lado do Sonho, a Ana Cláudia Reis do 6ºB sugere para leitura um texto dramático: OS HERDEIROS DA LUA DE JOANA de Maria Teresa Gonzalez.


A autora deste livro, que se apresenta sob a forma de uma peça teatral, chama-se Maria Teresa Maia Gonzalez.


A história relembra a morte da amiga da Joana, a Marta, que morreu por causa do consumo de drogas.
Joana tinha, no seu quarto, um baloiço em forma de lua. Depois da morte da sua melhor amiga, ficou com uma terrível tristeza e resolveu escrever-lhe cartas todos os dias. Mas Os Herdeiros da Lua de Joana fala mesmo da morte de Joana que também faleceu devido ao consumo de drogas, que é cada vez mais importante nos dias de hoje. O título tem a palavra “herdeiros” porque nenhum dos seus amigos e familiares sabia o que fazer com a “lua de Joana”, o seu baloiço. Todos eles iam com frequência visitar a casa onde Joana tinha vivido, mas ninguém sabia o que fazer ao baloiço. Chegaram à conclusão que deviam colocá-lo na escola que Joana frequentava.
Eu escolhi este livro porque adoro teatro e achei o título interessante.

Os Herdeiros da Lua de Joana
Autora: Gonzalez, Maria Teresa Maia
Editora: Verbo




maio 10, 2010


No dia 26 de Maio estarão na Biblioteca da Escola sede (durante a manhã), e na Biblioteca da Atouguia (durante a tarde), o poeta José Franco e o ilustrador André Caetano para divulgarem a sua Obra. Haverá também sessões de autógrafos.










No dia 23 de Abril comemorámos o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. A actividade contou com a participação de um grupo de alunos Amigos da Biblioteca, que foram Estátuas Leitoras durante os intervalos, nas salas de aula e outros locais da escola. Organizou-se uma exposição de citações célebres e poemas de vários autores.




maio 07, 2010

Sugestão - O Dia em Que o Mar desapareceu de José Fanha

A Mariana Baptista do 6ºB para o mês de Maio sugere um título de José Fanha: O Dia em que o Mar Desapareceu.

Um menino vivia numa aldeia perto de uma praia. Esse menino adorava o mar porque tinha muitas cores e muitos peixes coloridos. Até que um dia apareceram umas aves bisnaus, muito porcas. Sujaram tanto o mar que os seres que lá viviam foram-se embora. As aves também. O menino apanhou um grande desgosto ao passar pela praia. Até que teve uma ideia: fazer um mar de lágrimas. Chorou, chorou, chorou, mas nada! Então, teve outra ideia : chamar a mãe do mar. A mãe do mar era uma nuvem chamada Miraldina. Miraldina teve, decerto, outro desgosto ao ver assim o seu tão amado mar.
Até que ambos tiveram uma ideia, mas isso já não posso contar.

Eu escolhi este livro porque acho que tem muita criatividade. Por exemplo, como é que o menino chamou a mãe do mar se nem sequer sabia o nome dela? Não sei, mas acho este livro muito interessante.

O Dia em Que o Mar Desapareceu
Autor: Fanha, José
Ilustradora: Gromicho, Maria João
Editora: Gailivro

maio 03, 2010

LIVRO DO MÊS
Constantino guardador de vacas e de sonhos
de Alves Redol
Com doze anos, o Constantino ainda não deitou corpo, mas lá esperteza não lhe falta. O pior é a escola: gosta mais de andar aos peixes e aos pássaros. E acabou por apanhar uma raposa sem sequer ir à caça. Enquanto guarda as vacas, o Constantino sonha é em ser serralheiro de navios e fazer um barco que o leve até Lisboa. Amanhã mesmo deita mãos à obra.
um pequeno trecho
"O pai via-o amuado pelos cantos e perguntava às mulheres da casa:- Que diabo tem o rapaz?E, como ninguém lhe explicasse aquela tristeza, trouxe-o uma tarde para junto do Tunante, o cão guardador do curral das vacas.Ali se puseram em conversa.Foi a primeira conversa a sério que o Silvestre Cuco teve com o filho. Este nunca mais esqueceu tal dia, em que fez uma das descobertas mais surpreendentes da sua vida.Falaram de homem para homem. Sim, senhor, de homem para homem, e o Constantino sabe bem o que lhe custou essa conquista. Quando se abriu com o pai para lhe confessar que a mãe não gostava dele por causa do nariz, apareceu-lhe de repente nos olhos uma grande vontade de chorar. Embargou-se-lhe a voz, as palavras começaram a sair todas cortadas, e vai então o pai disse-lhe assim:- Um homem nunca chora, mesmo que veja as tripas doutro na mão...Apressado, o Constantino deitou a ponta dos dedos a umas lágrimas que queriam rebentar, e ali mesmo as esmagou, segurando as outras todas que já vinham numa carreirinha para fazerem o pranto. Baixou a cabeça por instantes, erguendo-a depois com um sorriso. Encararam-se, o pai animou-o com um olhar que ele conhecia, e o Constantino percebeu que ganhara nesse dia o seu melhor camarada."
Alves Redol, Constantino, Guardador de vacas e de sonhos, 1962
Fonte:http://testesdeportugues.blogspot.com/2009/10/alves-redol-constantino-guardador-de.html