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fevereiro 25, 2011

José Mário Branco na Conde de Ourém

Recebemos, ontem, 24 de fevereiro, na nossa escola, o músico, cantor e poeta José Mário Branco, que manteve com os alunos um diálogo vivo e interessante.

Música de protesto, designação que prefere a música de intervenção, pois considera que qualquer manifestação artística tem como objectivo intervir na sociedade, José Mário Branco deu-nos a honra de partilhar connosco algumas das suas experiências: o exílio em França, por motivos políticos, o período do 25 de abril, a importância das suas músicas, o contacto com outros músicos com destaque para Zeca Afonso...

Os nossos alunos, à semelhança do que já acontecera noutros encontros com escritores, cantores, músicos... revelaram mais uma vez o seu interesse, colocando questões e esclarecendo dúvidas num proveitoso intercâmbio de gerações.

Mudam-se os Tempos / Mudam-se as Vontades diz a canção de José Mário Branco, repetindo Camões. No entanto, a curiosidade permanece!

Obrigada, José Mário Branco, por nos ter presenteado com a sua visita.










janeiro 12, 2011

Poemas andantes




No dia dos Reis, alguns dos nossos amigos e amigas da Biblioteca declamaram poemas sobre a quadra natalícia, representando o papel dos Reis Magos.




Foi uma bonita surpresa que nos fizeram estes amigos...

Queremos agradecer a sua excelente dinamização dos "Poemas Andantes" - obrigada!

maio 25, 2008

Ainda a poesia!

E para manter o "tom" deste fim-de-semana, aqui fica um poema de Nuno Júdice que o próprio publicou no seu blogue há cerca de uma hora atrás... recomendo vivamente a visita desse espaço (quanto a mim, já faz parte da minha "rotina": quase diariamente lá vou na expectativa de encontrar novidades poéticas).
Bom fim-de-semana e boas leituras!
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Retrato antigo













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Num retrato de infância, encontro
os rostos das mulheres que fazem parte
da casa. Uma ciência secreta escorre
dos seus olhos, e os pratos da fruta
acabada de colher amontoam-se
na memória. Não sei como se chamam;
nem as reconheço quando a luz do passado,
que entra pela janela, ilumina
a sua melancolia. Mas lembro-me
das suas mãos que construíam
o tempo numa inércia de conversas; e
ouço a música das estações que
se sobrepôs às suas vidas e as levou,
uma após outra, como as últimas folhas
do outono.

P.S.: Para quem gosta de Bossa Nova, que este ano comemora 50 anos, recomendo a edição de amanhã do programa "Câmara Clara", apresentado por Paula Moura Pinheiro - na RTP2, cerca das 22h30. Os convidados são Adriana Calcanhoto e Ricardo Saló.

maio 24, 2008

Apenas palavras... Poesia!

Em homenagem aos "pimpolhos" do 6.º C (a propósito de uma "tal" aula sobre "palavras" e sobre a necessidade de, a exemplo de Fernando Pessoa, fazermos da Língua Portuguesa a nossa pátria... lembram-se?), aqui ficam dois poemas de Eugénio de Andrade:
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Havia
uma palavra
no escuro.
Minúscula. Ignorada.
Martelava no escuro.
Martelava
no chão da água.
Do fundo do tempo,
martelava.
contra o muro.
Uma palavra.
No escuro.
Que me chamava.
de Matéria Solar.
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.
Sê paciente;
espera que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.