julho 22, 2010

BOAS FÉRIAS


Férias... muito Sol, praia, passeios e leituras!

Recarrega energias para o próximo ano lectivo e aproveita para fazeres aquelas leituras que não tens tempo em época de aulas.

julho 14, 2010

Livro do Mês


O Diário Secreto de Adrian Mole aos 13 anos e 3/4


Autora: Sue Townsend
Editora Difel


Sinopse
Adrian Mole é um adolescente com as preocupações existenciais de um adolescente: borbulhas; o corpo a crescer em sítios inesperados (inesperadamente); a cabeça a pedir explicações para todos os factos da vida; os factos da vida a fazerem «fintas» à cabeça; o desejo de fazer versos; o amor pela grande literatura universal; a paixão pela mulher-menina amada.Quando Adrian Mole inicia o seu diário ele tem 13 anos e três quartos. Quando o acaba tem quinze anos completos. Pelo caminho fica o registo emocionante, inocente, engraçado e, quando calha, desesperado, do dia a dia de um rapazinho dividido e multiplicado entre e pelos pais (com uma tendência danada para se separarem e embriagarem...), a namorada, os professores, os amigos (entre 14 e 90 anos), a avó, o cão, os pais dos amigos, os vizinhos e o mundo em geral. Sue Townsend conseguiu escrever um livrinho tão perturbante que pode rivalizar, como disse Jilly Cooper, com esse outro livro de culto que tem por título À Espera no Centeio (The Catcher in the Rye)
de J. D. Salinger (Difel, 2005).
O Diário Secreto de Adrian Mole aos 13 anos e 3/4 de Sue Townsend

Críticas de imprensa
«Um belo dia, Adrian descobre que é um «intelectual», que está apaixonado, que a mãe não devia ter abandonado o pai para ir viver com um homem que a trata como «um objecto sexual», que a emancipação da mulher - incluindo a da mãe, da namorada e da mãe da namorada - é um facto irreversível e incómodo […] Este diário não se pode perder. Pode ser lido pelos pais e pelos filhos.»Expresso
«O escritor Tom Sharpe confessa que Adrian Mole e a sua inexplicável e difícil simplicidade o fizeram enxugar os olhos muitas vezes, para as lágrimas não o impedirem de continuar a leitura. Confirmo. Este diário não se pode perder. Pode ser lido em férias e fora de férias. Pelos pais e pelos filhos. Por ingleses e por portugueses. Escrito em 1982 tornou-se - já! - um clássico do género. Um clássico tão apetitoso e irresistível como um chocolate Mars, a guloseima predilecta de Adrian.»Clara Ferreira Alves

Fonte:http://www.wook.pt/ficha/o-diario-secreto-de-adrian-mole-aos-13-anos-e-3-4/a/id/172330


Links:
Página de Adrian Mole: http://www.adrianmole.co.uk/

julho 06, 2010

Faleceu a escritora Matilde Rosa Araújo

A escritora Matilde Rosa Araújo morreu hoje de madrugada, em casa, em Lisboa, aos 89 anos.

Nascida em Lisboa em 1921, Matilde Rosa Araújo licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, e foi professora do ensino técnico profissional em várias cidades do país.

Foi também professora do primeiro curso de Literatura para a Infância, na Escola do Magistério Primário de Lisboa.

Foi autora de livros de contos e poesia para adultos e de mais de duas dezenas de livros de contos e poesia para crianças – como “O Sol e o Menino dos Pés Frios”, “História de uma Flor” e “O Reino das Sete Pontas”.

Dedicou-se intensamente à defesa dos direitos das crianças através da publicação de livros e de intervenções em organismos com actividade nesta área, como a UNICEF em Portugal.



HISTÓRIA DO SR. MAR

Deixa contar...
Era uma vez
O senhor Mar
Com uma onda...
Com muita onda...

E depois?
E depois..
Ondinha vai...
Ondinha vem...
Ondinha vai...
Ondinha vem...
E depois...

A menina adormeceu
Nos braços da sua Mãe...


Matilde Rosa Araújo, O Livro da Tila

julho 02, 2010

Alheiras de Mirandela

É incontornável. O tema. Porque ela reveste-se de contornos de tal modo estonteantes e apelativos que mereceram lugar de destaque nas televisões e nos jornais.

A imprensa escrita rendeu-se aos seus atributos e pôs as impressoras a fumegar para dar resposta às necessidades emergentes do aumento pontual, mas previsível das tiragens.

Não obstante o desgaste previsível, tem mantido, com uma regularidade digna de nota, uma presença recorrente e invejável nas páginas dos diários e nos telejornais, apesar dos inúmeros, relevantes e dolorosos assuntos que têm contribuído para nos impôr uma contenção e austeridade incompatíveis com desbraganço e desmesura que ela nos sugere e impõe.

Falam-nos da transferência da escola para o Arquivo. Relevam-nos a dignidade da postura da docente. Comentam-nos o carro (topo de gama) que o pai lhe deu, no aniversário. Informam-nos da reacção desolada dos ex-alunos, espoliados da guloseima. Relembram-nos da possibilidade do retorno (aplaudido) ao ensino, no próximo ano lectivo. Esclarecem-nos que passou a ser requisitada pelos locais de animação nocturna, como “artista”convidada para dar cor à noite e calor à festa.

Claro que podemos sentir-nos, de certo modo, gratificados pela espécie de anti-clímax ao contrário (ou vice-versa) que ela provocou. No meio de tanta desgraça, perante a constatação de um presente despido de regalos e augúrios de um futuro hipotecado e de tanga, acaba por fazer sentido a ausência de roupa, de preconceitos e de escrúpulos, que fizeram dela, assumidamente, o objecto do nosso desejo.

Alguns e algumas, criticaram-lhe a atitude, enunciando um conjunto variado de contras, quase todos eles imbuídos do típico cheiro a bolor, com teias de aranha à mistura, misturado com resquícios de inveja e alguns laivos de frustração.

Muitos e muitas gabaram-lhe o feito, o porte e o desplante, expressando laudatórios prós. E a forma como encarou, de frente, de lado e de costas, o novo des(a)tino que a sorte lhe pintou, ou melhor, fotografou.

Tem andado, literalmente, de boca em boca, forçando os machos a marinar em cerveja para compensarem os hectolitros de baba perdidos por entre perdigotos e interjeições tão redondas como os hemisférios que as provocam, e as fêmeas a abusarem das formas luso e a sonharem com implantes, no intuito, nem sempre concretizado, de se tornarem lusas, ou musas, tão em forma como ela.

Confesso-me rendido. Ela fez mais pela terra por onde passeia, em duas semanas, do que as alheiras conseguiram, em décadas de esforçada produção e degustação.

Depois da intervenção do Prof. Marcelo que se debruçou sobre o acontecimento (e fez muito bem, embora não fosse necessário, dada a manifesta visibilidade, de qualquer ângulo ou perspectiva), admito até a possibilidade de uma condecoração, uma comenda, porque não, da Ordem do Chumaço de Trás os Montes, como prémio para tão gloriosa prestação que, certamente, conferiu a Mirandela a real possibilidade de ser nomeada e até, aprovada, como uma das Maravilhas de Portugal.

Se há 40 anos tivéssemos tido o privilégio de ser alunos de professoras tão ousadas, teríamos obtido um sucesso escolar com uma ascensão vertical inversamente proporcional à quantidade de roupa usada nas fotografias que estão na origem da, recente, súbita e merecida, projecção do enchido, dentro e fora do país.

Mercê dos trabalhos de restauro que ela admitiu ter mandado executar, conseguiu até recuperar, embora alterando-a, a letra (mantendo, contudo, intacto o espírito) de um dos mais caros piropos do típico engatatão lusitano. Agora, quando ela passa, é vê-los, playboy debaixo do braço, com os cantos da boca pendurados nas orelhas, a trinar ao vento a frase que lhes pinta o dia com as cores do arco-iris: “- És boa cumó milho, transgénico…”


Carlos Preto (Encarregado de Educação; Adulto certificado com o 12ºano pelo CNO da nossa Escola)

julho 01, 2010

Cerimónia de entrega de Prémios e Diplomas na BE da escola sede

E para nos despedirmos aqui fica o registo do último dia de aulas deste ano lectivo 2009/2010.

A Equipa da Biblioteca e o Departamento de Línguas procedeu à entrega de prémios e diplomas aos seguintes concursos e projectos:


Amigos da Biblioteca
Passaporte do Leitor
Página Perdida
Autor do mês
Concurso Literário: Ao Deslizar da Pena
Top Leitor
Na Rádio com

Desejamos a todos Boas Férias com... Muitas e Boas LEITURAS !






junho 24, 2010

Verão - Sugestões de leitura

Para os alunos chegaram as tão esperadas férias, por isso o tempo é de descanso e, claro, de leituras.

Para este Verão a Rita Silva do 6ºA propõe a leitura do livro Diário de Beatriz de Maria Dinis Mineiro e a Catarina Reis do 6ºB aconselha A Lua de Joana de Maria Teresa Maia Gonzalez.


Quem escreveu este livro foi uma rapariga chamada Maria Dinis Mineiro, que tem 17 anos e frequenta o 12º ano.

Este livro conta a história de uma rapariga chamada Beatriz, que tem uma melhor amiga chamada Clara. Beatriz é uma rapariga que usa aparelho e óculos, vive com o pai, porque os pais se divorciaram. A mãe dela é namorada de um inglês e o pai começa a gostar da Marta. A Marta é simpática e prova a comida de várias empresas. A certa altura, a mãe de Beatriz deixa o inglês e vai trabalhar para a Covilhã, levando a irmã de Beatriz com ela. Por esta altura, Beatriz já conhecia Rodrigo um rapaz lindo, que passa a ser um melhor amigo. No dia dos anos do pai da Beatriz, ele convida a Marta e os seus filhos para irem viver lá para casa (sem a Bia saber). Eles aceitam o convite e instalam-se em casa da Beatriz. Ela não gosta nada da ideia, mas passado algum tempo começa a mudar de ideias em relação à Marta e aos filhos dela, a Rita e o Hugo.

Esta história é uma das minhas preferidas por ser uma história interessante, que tem emoção, diversão e aventura.

Diário de Beatriz
Autora: Mineiro, Maria Dinis
Editora: Editorial Presença





O meu livro preferido é a A Lua de Joana, cuja autora é Maria Teresa Maia Gonzalez.
Neste livro, conta-se a história da vida de uma rapariga, mas num modo diferente: em cartas. A Joana escreve cartas para a sua “melhor amiga”, mas essa amiga já não estava “entre eles”, e a vida de Joana vai ficando muito diferente ao longo da história. Ela perde a Marta (a sua “melhor amiga”) e perde outra pessoa muito importante, a única pessoa que se preocupava com ela na sua casa. Ela ficou também muito diferente fisicamente e psicologicamente. Depois, arranja (numas férias) um amigo fiel, mas que não fala, porque é um cão.
Agora, estou a ler Os Herdeiros da Lua de Joana que vai contar o resto da história.

Eu gosto muito deste livro porque é um pouco emocional, triste e muito realista, porque aquela história pode acontecer na vida real.

Eu aconselho todos os meus amigos a lerem-no porque apesar de ser muito grande é muito bonito.

A Lua de Joana
Autora: Gonzalez, Maria Teresa Maia
Editora: Verbo


Boas férias com muitas leituras!

junho 21, 2010

José Saramago 1922-2010


SARAMAGO: O PICASSO DA LÍNGUA PORTUGUESA

Apresentava-se normalmente com cara de zangado. Não gostava da Igreja Católica. Provocou e desassossegou consciências. Forçou a reflexão sobre temas que muitas vezes se consideravam inquestionáveis. Sentia uma auto-admiração e vaidade tais que se tornava antipático. Ofendeu as regras da gramática, quando inventou um modo de escrever peculiar, alterando a seu bel-prazer as normas da pontuação, das maiúsculas e do diálogo...
Porém, a verdade é que elevou a nossa Língua a uma dimensão universal, com rasgos de génio. Por isso mereceu receber o Nobel da Literatura em 1998 (até hoje o único da lusofonia). Por tudo isso lhe foram atribuídos doutoramentos honoris causa. Por isso foi recebendo tantas honrarias e é justamente proclamado como um dos mais relevantes escritores da língua portuguesa em todos os tempos.
Saramago, porque sabia escrever muito bem em conformidade com as regras gramaticais, pôde subverter essas mesmas regras. Tal como Picasso, que treinando com tal perfeição a cópia dos clássicos da pintura, apurou a técnica... e reinventou a pintura derrubando os cânones mais vanguardistas, designadamente com a invenção do Cubis-mo...
E a comparação não acaba aqui. Ambos foram cidadãos conscientes, interventi-vos politicamente. E ambos perfilharam a ideologia marxista, criticando a forma como as classes dominantes e ricas abusavam das classes sociais mais desfavorecidas: foram membros dos partidos comunistas, Picasso em Espanha, Saramago em Portugal.
Saramago foi um dos sócios fundadores da já extinta livraria Som da Tinta em Ourém e por cá andou algumas vezes, a apresentar obra sua ou a visitar amigos.
Polémico e provocador como foi, sempre será naturalmente uma figura contro-versa. Todavia, o seu papel na internacionalização da língua e cultura portuguesas é certamente incontestável.
A sua obra está traduzida em dezenas de línguas pelo mundo fora. Da sua enor-me produção, devemos destacar Levantado do chão, Memorial do Convento, A Viagem do Elefante e O Ano da Morte de Ricardo Reis.
As suas cinzas poderão não vir a morar no panteão nacional em Alfama, mas não é preciso: ele sempre brilhará no panteão dos grandes escritores da literatura universal.

Ourém, 20 de Junho de 2010
J. Sousa Dias

junho 16, 2010

Vencedores - Concurso literário

Como já tinhamos prometido, aqui ficam os textos vencedores do concurso literário Ao Deslizar da Pena VI:

5ºano: Matilde Lagarto, A

E agora…?

«Não havia volta a dar - estavam dentro de uma enorme gruta, apenas com uma lanterna nas mãos e um cantil com água, isto sem contar com o farnel do João, que nunca andava por aí desprevenido.
A Mariana foi a primeira a levantar-se e sacudir o pó que lhe ficara agarrado à roupa por causa da queda. A Joana imitou--a, queixando-se do rasgão que tinha nas calças de ganga. O único que parecia sem capacidade de reagir era o Pedro. Segurava a lanterna com a mão a tremer e olhava em frente. Assim que os amigos se viraram e puderam observar o mesmo que ele, perceberam a razão de o Pedro estar a tremer de medo.» Estavam em frente a muitos géisers que tinham temperaturas acima dos mil graus centígrados. Quando a Mariana se aproximou, um enorme géiser rebentou à sua frente. O Pedro exclamou:
- Como é que há tantos géisers numa gruta?
Andaram mais um bocado e, de repente, viram uma folha velha e brilhante. O João agarrou-a e exclamou euforicamente:
- Isto é um mapa do tesouro! Vamos, vamos!!!
Então a Joana suspirou:
- Lá vamos nós outra vez…
O mapa dizia que para encontrar o tesouro tinham que encontrar o túmulo de um faraó egípcio.
Andaram, andaram, mas não encontraram nada. A Mariana encostou-se a uma parede, e de repente, desapareceu…
Quando o João notou que a Mariana tinha desaparecido, começou a apalpar as paredes da gruta.
A Joana encontrou a parede que abria e fechava, mas já era tarde de mais…um exército de múmias, todas em decomposição, levavam a Mariana!!
O Pedro exclamou:
- Nem tudo está perdido! Se seguirmos as múmias, encontramos a Mariana e possivelmente o tesouro.
Então, os três amigos seguiram sorrateiramente as múmias, mas uma múmia-guarda encontrou-os.
Felizmente, o João conseguiu espantar a múmia-guarda com os seus truques e conseguiram recuperar a Mariana. Ela exclamou:
- Se não fossem vocês, aquelas múmias já me estariam a sacrificar!
Andaram mais um pouco e descobriram uma queda de água que os levava para uma Cidade Perdida. Mas havia um problema: como é que eles podiam ir ver aquela Cidade Perdida, se não tinham barco nem asas?!
O João teve uma ideia:
- Vamos saltar!
- O quê? - exclamou a Joana.
Depois de terem saltado, aquela Cidade Perdida já não estava onde estava, tinha desaparecido!!!
Afinal era a saída da gruta.
- Que aventura! – exclamou o Pedro.



6ºano: João Oliveira, 6ºB

E agora…?

«Não havia volta a dar – estavam dentro de uma enorme gruta, apenas com uma lanterna nas mãos e um cantil com água, isto sem contar com o farnel do João, que nunca andava por aí desprevenido.

A Mariana foi a primeira a levantar-se e sacudir o pó que lhe ficara agarrado à roupa por causa da queda. A Joana imitou-a, queixando-se do rasgão que tinha nas calças de ganga. O único que parecia sem capacidade de reagir era o Pedro. Segurava a lanterna com a mão a tremer e olhava em frente, Assim que os amigos se viraram e puderam observar o mesmo que ele, perceberam a razão…»
Logo que se viraram, viram uns símbolos gravados nas rochas da gruta. O João, que era o mais esperto e aventureiro, identificou que estas gravuras eram dos antigos Índios. Como estavam no meio da reserva natural de Utah, não era difícil encontrar estes símbolos, mas difícil era encontrá-los dentro de uma gruta. Pedro não dizia nada, parecia não ouvir, mas os outros estavam tão entusiasmados que resolveram ir à aventura.
Os três amigos começaram a sua exploração num buraco estreito ao pé das gravuras. Pedro disse:
- Desculpem, amigos, mas não sou capaz! Vou ficar aqui e procurar ajuda.
Assim foi. Os três amigos deixaram-se escorregar pelo buraco abaixo e, para seu espanto, caíram mesmo ao pé de um touro. Um touro de ouro, mas do tamanho da Torre Eiffel.
Depois, João, entusiasmado com aquela descoberta, perguntou:
- Não se lembram, amigos, a primeira gravura representava um touro!
- Pois é! – concordou a Joana.
- Mas, esperem, se não estou enganada, a segunda gravura era um olho! – disse logo a Mariana.
- Como vamos chegar ao olho?! – gritou Joana apavorada.
- Eu sou mesmo esperto! – declarou o João, com um ar de convencido.
- Ai!, se não fosse a minha corda ao estilo de James Bond! – continuou ele.
Os amigos, aliviados, subiram até ao olho do touro. Ao entrarem pela porta (que era a pupila), ainda ficaram mais assustados e maravilhados, porque dentro da cabeça do touro, havia muitas e muitas pedras. Mas como, como iam sair dali?
O João, com a sua serenidade habitual, disse:
- Não vêem que a terceira gravura representava umas pedras e a quarta era uma cobra.
Realmente, o João era mesmo esperto, pois devia haver uma pedra que tinha uma cobra gravada.
Os amigos procuraram-na e encontraram-na. Deslocaram-na e depararam-se com um túnel tão pequeno que só se podia passar deitado. Os três amigos fizeram isso e quando acabou o túnel, eles viram-se à frente de um baú iluminado pelo sol.
- Vamos abrir? – exclamou o João.
Assim fizeram, mas sofreram a maior das desilusões porque dentro do baú não havia nada.
Entretanto, o Pedro chegou ao lugar acompanhado por algumas pessoas de um acampamento ali perto. Ele contou-lhes que tinha gritado tanto que aquelas pessoas o ouviram e encontraram-no através do localizador de telemóveis de um senhor do acampamento.
Os três amigos subiram através do buraco por onde passava o sol. Já no acampamento, perceberam finalmente que o verdadeiro tesouro era a amizade e a união que havia entre eles.



7ºano: Joaquim Verdasca, 7ºA

O dia “marado” de Sean

“Acordou com uma estranha sensação de medo sem imaginar por que razão. Alguma coisa de mau iria acontecer. Procurou animar-se: viesse o que viesse, acabaria em bem.”

Sean levantou-se, foi tomar um banho e, de seguida, vestiu-se, sempre com aquela estranha sensação de medo na cabeça. Pegou na pasta e deixou o seu apartamento em New York. Apanhou um táxi para o Empire State Building onde trabalhava.
Quando chegou, entrou pela grande porta giratória acompanhado da sua pasta. Ia, como sempre, engravatado. Apanhou o grande elevador que o levava ao andar do seu escritório. Sentou-se na sua cadeira e pôs-se a trabalhar.
Sean era um homem bondoso, bem-educado, mas sempre bastante rígido.
Sempre com aquela postura, virou a cadeira para a grande janela envidraçada que estava por detrás dele, e olhou lá para fora. Viu todas aquelas pessoas na rua, os carros, os grandes arranha-céus que existem em New York. Dali de cima, via tudo, via toda a grande cidade. Era uma paisagem maravilhosa…
Ao fim do dia, desligou o seu PC e deixou o seu escritório. Reparou que um dos PC’s da empresa estava ligado com o “screensaver” ligado. Abanou o rato e viu uma mensagem “A copiar ficheiros”. Foi então que reparou numa Pen Drive no computador e pensou:
-Deve estar cá alguém.
“Desandou” como se não tivesse visto nada.
Quando ia a descer no elevador, ouviu uma voz nos altifalantes que dizia:
- Sean Eazy, abandona o edifício!
Era uma voz de quem não queria muitos amigos. Ele, armado em super-herói, escondeu-se dentro duma sala no terceiro piso do edifício, onde viu dois guardas, mortos no chão, debaixo da mesa daquela sala.
De repente, ouviu-se uma voz com um sotaque estranho:
- Despacha-te a trazer a massa.
Ele abriu uma fresta da porta e viu dois homens com máscaras a carregar um saco preto. Nesse momento, ele “sacou” do telemóvel e chamou a polícia.
Os homens iam passando com sacos sempre cheios. O que estava lá dentro ele não sabia, mas supunha que fosse dinheiro.
À terceira ou quarta vez que os estranhos homens passaram com os sacos pretos, começaram a ouvir-se as sirenes da polícia e um dos assaltantes gritou:
- Os “chuis” chegaram! Vamos dar o fora!
O outro disse:
- Quem é aquele que “tá” ali a espreitar?!
Os dois foram lá, viram Sean e disseram:
-Ó puto, o que é que “tás” aí a fazer?!
Enquanto tudo isto acontecia, a polícia preparava-se para entrar. Sean foi empatando com esperança que a polícia se despachasse. Subitamente, cinco “SWATs” entraram pela porta com grandes armas e um escudo (“Riot Shield”), gritando:
-Tudo para o chão!
Mas os dois homens não arredaram pé. Apontaram a arma à cabeça de Sean e disseram:
-Mais um passo e rebento-lhe os miolos!!
Contudo os “Snipers” estavam prontos para atirar e tinham a mira na cabeça do homem que estava com a arma. O Capitão disse no rádio:
-Permissão para atirar garantida, “over”.
O “Sniper” apertou o gatilho. A bala partiu o vidro do prédio e acertou na cabeça do homem que tinha a arma. Depois, o outro foi abatido pelos “SWATs” que estavam parados dentro do edifício.
De seguida, os polícias foram ver se estava tudo bem com Sean e verificar se ele queria ir para o hospital.
Ele disse que não e voltou para casa, como se nada tivesse acontecido…



8º ano: José Rodrigues, 8ºC

O sonho

“Acordou com uma estranha sensação de medo sem imaginar por que razão. Alguma coisa de mau iria acontecer. Procurou animar-se: viesse o que viesse, acabaria em bem.”

Provavelmente estes sombrios sentimentos não passavam de ideias desenquadradas e sem sentido, possivelmente relacionadas com um estado de espírito menos positivo do sujeito, David Silva, que porventura estaria ligado à primeira imagem que vira, naquele tão enigmático dia. Falo do ambiente acinzentado que se escondia atrás das paredes azuis do quarto de David.

Muito raramente nas terras de Monte-Alto, se avistavam daqueles dias, escuros e chuvosos, onde praticamente o único som audível era o ligeiro e puro bater dos pingos de água, caídos das nuvens negras, que consecutivamente tocavam as mais diversas superfícies.
Apesar de todas estas alterações climáticas e especialmente psicológicas que, (pelo menos neste jovem) tanto se sentiam, aquele era em variados aspectos, um dia como tantos outros. Era uma quarta-feira e como habitual, era dia de aulas e David preparava-se para o que se esperava, uma mão cheia de horas recheadas de aprendizagem de novos conceitos, das mais diversas disciplinas.
Mas a vida de cada ser humano não está escrita ou prevista, pois cada alteração comportamental, certamente alterará dezenas de factores que anteriormente ditavam como se iria processar o dia. Naquela quarta-feira, dia 20 de Maio, por alguma desconhecida razão, David alterou o percurso que habitualmente fazia para a escola, tendo ido por o que considerara um ‘atalho’. No momento em que modificou essa rota, por certo nunca imaginara que tanto iria acontecer graças a tal inocente feito. Naquele custoso caminho de pedra dura, encontrava-se uma mala preta que, curioso, abriu. No interior da mesma, para sua grande surpresa, encontrou papel em grande quantidade, mas aquele não era um papel qualquer, tratava-se de notas, notas e notas, que tanto eram de quinhentos, duzentos como cem euros.
O que será que fez David com todo aquele dinheiro? Afinal de contas, aquele era apenas um jovem com poucos conhecimentos da vida, que um dia sonhara ter tudo.


9ºano: Liliana Santos, 9ºA

Morte: Alma sem corpo

Depois daquele susto, sentiu um aperto no coração, como se alguém fizesse força, tentou inspirar e expirar calmamente. Olhou para o relógio digital na mesa-de-cabeceira, eram 3h05mn. Veio-lhe à cabeça o que acabara de sonhar, mas não fazia sentido nenhum. O frio que fazia naquele quarto não lhe fazia diferença, pois estava coberto de cobertores e com um edredão que chegava ao chão. A greta dos estores iluminava o quarto pequeno de Robert, a chuva caía lá fora, e o medo voltou, o seu cabelo loiro suado e os seus olhos castanhos esverdeados deixaram-se ocupar pela pupila, que se esforçava para ver no escuro algo que se encontrava ao fundo do quarto. Por momentos, pareceu-lhe alguém sentado no chão a chorar. Conseguia sentir aquela aflição, aquele medo. Sentiu pena. Mas pensou: Quem estaria ali? No meu quarto? A fazer o quê? A chorar? Porquê? Que faço agora? O que quer de mim? Deixou-se envolver pelo pânico, sem saber o que pensar e como agir. Vou fingir que estou a dormir… Fechou os olhos. Não está aqui ninguém…É só imaginação… Fazendo um esforço tremendo para não abrir os olhos, tentou não tremer, mas era impossível, apetecia-lhe gritar, fugir, mas tinha medo. Abriu os olhos, olhou para o fundo do quarto com alguma dificuldade, mas não viu ninguém. Aliviado, por estar sozinho no quarto, voltou a fechar os olhos, voltando a tentar dormir. Segundos depois, sentiu uma respiração ofegante, perto da sua bochecha. Conseguia sentir o expirar, aquele ar, já não ouvira chorar. Foi como se fosse um alívio estar ao lado dele e transmitiu-lhe calma. Mas calma foi o que Robert não sentiu. O corpo debaixo das mantas, estava completamente encharcado em suor, sentia a sua pulsação na garganta; sem aguentar mais, encheu-se de coragem, abriu os olhos, olhou para o lado e assustado com o que viu, gritou.
- Robert! – O pai de Robert entrara de pijama, assustado. – Filho! Então?
Robert estava branco, mais do que já estava. O pai chegou ao pé dele abraçando-o, dizendo-lhe para ter calma. Robert estava com quarenta graus de febre.
- Robert, estás a arder em febre! – pondo a mão na testa do filho.
- Eu vi – disse ele.
- Viste o quê? Estavas a alucinar!
- Eu vi, pai. Eu vi – abraçando-o.
- Mas o quê, filho? – insistiu.
- A mãe.
Recuando cinco anos, voltou a ver Robert que brincava num parque de crianças, em plena tarde de Verão.
- Robert! Queres um gelado? – perguntou, olhando para o filho a andar de baloiço.
- Sim, mamã! – respondera.
Mary atravessou a estrada até à gelataria. Um carro azul despertou a sua atenção. Abriram a porta do carro e levaram-na.
Robert, sozinho no parque, assistiu a tudo e chorou desesperado. Três dias depois. Sem novidades. Um acidente mortal acontecera, um carro azul caiu numa ravina. Robert conhecia-o. Era o carro de quem raptara a mãe. Nenhum sobrevivente.
Eram 5h30m, Robert adormecera e seu pai estava sentado na cama olhando para a janela, vendo a chuva cair. Tenho de levá-lo ao médico amanhã, pensou.
O Doutor dissera-lhe que era uma gripe, e que precisava de mais cuidados na alimentação. Em casa, Robert fechou-se no quarto pensando no que tinha acontecido a noite passada. Não vira a mãe há muito tempo, desde aquele dia, no parque. Estava em choque. Deitado na cama, olhando para o candeeiro do tecto sentiu o telemóvel vibrar. Era um número desconhecido.
- Sim?
- Robert, meu filho. É a mãe. Sinto muito o que aconteceu, não estava previsto, mas… quero que saibas que te amo, e nada irá mudar isso. Queria que viesses ter comigo, ao parque…
Robert acordou sobressaltado com o toque do pai.
- Pai, posso sair?
- Vais aonde Robert?
- Já volto.
Robert saiu de casa indo até ao parque. Sabia que tinha sido um sonho, mas decidiu sentar-se no baloiço. Sentindo a brisa e o borralho da chuva, pensou na mãe. Fechou os olhos e imaginou-a. O seu cabelo castanho com madeixas vermelhas, e o sorriso suave e feliz, os seus olhos brilhavam à luz do sol e a sua voz suave coincidia com o canto dos pássaros. Robert sentiu paz dentro de si. Já que não posso abraçá-la cá, abraço-a no mundo dos sonhos. E desejou todos os dias sonhar com a mãe e tê-la ao seu lado, protegendo-o.


Parabéns aos vencedores!











Bolg com novo "Aspecto"

O nosso blog sofreu algumas alterações gráficas.

junho 14, 2010


Orkut Scrap Toys

Virtual Pet Fish


Apurados vencedores do Concurso “Ao Deslizar da Pena VI”

Sobre a folha branca deslizaram mais uma vez as penas (ou melhor dizendo, as esferográficas) de todos os alunos dos 2º e 3º ciclos do Agrupamento, umas com mais brilhantismo e criatividade, outras nem tanto, mas todas com a mesma vontade de deixar correr no papel a imaginação através das palavras.
Este ano, a novidade foi trazida pela colaboração de dois destacados escritores portugueses que nos honraram já com a sua presença, Margarida Fonseca Santos e Mário Zambujal. A primeira forneceu o mote para o texto que os alunos do 2º Ciclo tiveram que desenvolver e o segundo deu o pontapé de saída para o texto do 3º ciclo.
Como sempre, foi muito difícil o papel do júri na selecção dos trabalhos vencedores, pois destacar o melhor texto por ano, depois de cada professor ter escolhido dois por turma, é uma tarefa complicada, dada a qualidade de muitas das produções apresentadas.
Aqui ficam os parabéns aos alunos vencedores que receberão o merecido prémio no dia do encerramento das actividades lectivas e o agradecimento aos escritores Margarida Fonseca Santos e Mário Zambujal pelo seu contributo e a quem faremos chegar um exemplar de cada um dos textos vencedores. Estes serão publicados no blog “Nas Asas do Sonho”, estando já em preparação um livro digital que esperamos brevemente poder colocar no mesmo blog.

A Coordenadora do Departamento de Línguas

Vencedores de Concursos 2009/2010

A PÁGINA PERDIDA

Classificações - 2º CICLO
1.º prémio: Beatriz de Jesus Borges, n.º 2, 5.ºF
Catarina da Silva Dias, n.º 3, 5.ºF
Classificações - 3º CICLO
1.º Prémio: Rita Margarida Reis Caetano, n.º 16, 9.ºB
Joel Lopes, n.º 12, 9.ºC
Vanessa Antunes Pinto, n.º 19, 9.ºB
Jéssica Margarida S. Vieira, n.º 7, 9.ºB
Inês das Neves Filipe, n.º 6, 9.ºB
Passaporte do Leitor
Premiados: Patrícia Reis - 6ºA
Sónia Gonçalves - 9ºC
Concurso Literário
Matilde Lagarto - 5ºA
João Oliveira - 6ºB
Joaquim Verdasca - 7ºA
José Miguel Rodrighes - 8ºC
Liliana Santos - 9ºA
Concurso "Autor do Mês"
Beatriz Borges - 5ºF
Patrícia Reis - 6ºA
Catarina Silva Dias - 5ºF
Sara Faria - 6ºA

junho 13, 2010


Ocupações da BE








Fig.1 e 2 - Aula de Pesquisa













Fig. 3 - Aula Tutorial



TOP leitor e TOP livro anual








Muitos Parabéns!!!
Para o ano podes ser tu!
Dia Aberto do Agrupamento de Escolas Conde de Ourém que ocorreram no dia 21 de Maio e de entre inúmeras actividades fica o testemunho dos alunos na biblioteca a participarem no didáctico, divertido e original Peddy Paper que decorreu durante toda a manhã. A BE sede nesse dia recebeu inúmeras visitas de pais, amigos, encarregados de educação, alunos da pré, 1ºCEB e nossos e só encerrou perto da meia-noite. Podemos afirmar que foi tudo um sucesso, ou seja um dia e noite em grande e para recordar!!!







Município de Ourém Museu Municipal
Agrupamento de escolas D. Afonso 4º Conde de Ourém

No fim-de-semana, de 5 e 6 de Junho, o Museu Municipal de Ourém recebeu o realizador e actor Frederico Corado que coordenou o workshop Arquivo de Memória, juntamente com a nossa Escola e a Câmara Municipal.













Na rádio com...

Todas as sextas-feiras de duas em duas semanas, quatro amigos da biblioteca fazem um programa de rádio, de meia hora, na ABC Portugal!

Este directo decorre entre as 14.30h e as 15.00h. No noticiário divulgamos todas as novidades e actividades desenvolvidas no Agrupamento. Também lemos e fazemos entrevistas!

No momento musical passamos as melhores músicas da actualidade!

Infelizmente já terminou este ano...

Gostaríamos assim de deixar aqui no blog um sincero agradecimento à ABC Portugal por esta parceria e à professora Margarida Sampaio que nos acompanhou ao longo das várias emissões e sem ela não teria havido a oportunidade de participar num programa de rádio!














Daqui a um ano esperamos estar de volta com mais emissões,
mais notícias, mais poemas, mais livros, mais novidades e mais música!!

Até lá, Boas Leituras e Boas Férias! Muito obrigado!

junho 10, 2010

Até sempre, João Aguiar

Foi com imensa consternação que recebemos a notícia da morte de João Aguiar. Faleceu em Lisboa, no passado dia 3 do corrente mês de Junho.

Tinha estado connosco em Março do ano passado animando, com a sua cativante simplicidade de conversador sobre a arte da escrita e da leitura, três sessões na biblioteca da nossa Escola, dirigidas, em primeira linha, aos alunos do 3º ciclo.

A Prof. Dália Santos fechou o texto que a propósito então escreveu com uma singela despedida: Até à próxima!
Infelizmente, não haverá próxima.

A sua voz alguém a levou para junto de A voz dos Deuses, deixando-nos a alma um pouco mais arrefecida.


João Aguiar, contudo, continuará entre nós, pois faz parte daquele grupo que, como diz Camões: “… por obras valerosas / se vão da lei da morte libertando”.



junho 06, 2010

7X1910, Histórias da República

Acaba de chegar às livrarias mais um título de Margarida Fonseca Santos com ilustrações de Inês do Carmo.

Da mesma colecção de 7X25, Histórias da Liberdade, 7X1910, Histórias da República apresenta sete magnificas histórias onde sete objectos simbólicos contam na primeira pessoa “a sua experiência” sobre a implantação da República.


No ano do centenário da República, podes aprender um pouco mais sobre esta época e simultaneamente deliciar-te com a leitura deste livro de uma escritora que já nos deu a honra de visitar a nossa Escola.

junho 02, 2010

Livro do Mês

As aventuras de Tom Sawer



As Aventuras de Tom Sawyer (1876), o clássico de Mark Twain, narra as aventuras de um jovem rapaz no Sul dos EUA, antes da Guerra da Secessão.
Tom vive com a sua tia Polly e o seu meio-irmão Sid na cidade de St. Petersburg, nas margens do Mississípi. Em várias tropelias e aventuras, Tom e os seus amigos procuram tesouros em casas assombradas, escondem-se numa ilha deserta e anseiam ser piratas e ladrões. E quando Tom e Huck visitam à noite um cemitério, pois crêem que tal passeio é uma cura milagrosa para as verrugas, e testemunham um assassinato, não têm outro remédio senão fugir de St. Petersburg.
Obra clássica de Mark Twain, As Aventuras de Tom Sawyer é um dos mais vivos retratos das aventuras da infância e da juventude e conserva a sua frescura e vivacidade. Em suma, uma obra intemporal.

Mark Twain é o pseudónimo literário de Samuel Langhorne Clemens (1835-1910), popular autor americano e jornalista famoso pelo seu humor. Foi tipógrafo e piloto de barcos a vapor no Mississípi durante a guerra civil americana. Escreveu livros de viagens e celebrizou-se com as obras As Aventuras de Tom Sawyer e As Aventuras de Huckleberry Finn.